Barbalha


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Barbalha

» distância de Fortaleza: 575 km

Localizada no Vale do Cariri, Barbalha é uma cidade de ‘pé de serra’ fundada no século 18 e é conhecida por sua arquitetura antiga, parques ecológicos, balneários, artesanato e festas populares. Situada entre um enorme canavial, seus limites se confundem com a linha do horizonte e a Floresta Nacional do Araripe. Ao longo do ano, a temperatura oscila entre 13ºC e 35ºC.

A maior atração turística de Barbalha é a Festa de Santo Antonio, também conhecida como Festa do Pau da Bandeira. O evento tem uma tradição de cerca de 200 anos, acontece em junho e reúne o que há de melhor do folclore da cidade – como os grupos de Reisado, Penitentes e Zabumbas – além de barracas com comidas típicas, bares, muita arte e shows que atraem cerca de 50 mil pessoas todas as noites (mais do que a população da cidade).

Arquitetura

Das três cidades do Vale do Cariri, Barbalha é a que mais preserva edificações antigas. Ao todo, são mais de 50 construções de valor histórico, catalogadas pelo Patrimônio Histórico.

Entre eles, destaca-se o Engenho Tupinanbá, uma construção de 1830, considerado o último exemplar do nordeste de “casa grande e engenho conjugado”.

Outro exemplo típico da arquitetura colonial é o Casarão Hotel (1859). A construção abrigava senzalas no subsolo, armazéns no térreo e residência no primeiro andar.

Andando pelas ruas da cidade encontram-se várias edificações residenciais e comerciais – datadas dos séculos 18 e 19 – em estilos coloniais, ou curiosos chalés coloniais com influências do estilo alemão/suíço – como um de 1869, na rua da Matriz. Nesta mesma rua existe outro chalé do final do século 19. Ainda pelas ruas, observa-se casas com fachadas em azulejos portugueses e pisos de mosaicos antigos.

Pontos turísticos

Entre os pontos turísticos da cidade está o Balneário do Caldas, uma das raras estâncias termominerais do nordeste. O local tem cinco fontes naturais com águas de temperatura de 26ºC, além de bicas, piscinas e restaurantes.

A região também conta com pousadas. A Dona Zilda aluga quartos de sua própria casa. No fundo do quintal tem mesinhas onde ela serve comida caseira. Outra dica é a outra Dona Raimunda, que também aluga quartos e oferece um café da manhã na base do cuscuz de milho e pão com manteiga da terra.

Localizado a 10 Km do centro da cidade, o balneário fica no pedaço de Barbalha que sobe a Floresta Nacional do Araripe – uma área de proteção ambiental de 120 milhões de anos. A floresta tem, em média, 214 fontes de água e abriga animais em extinção como ema e onça pintada. Clique aqui para saber mais sobre a Floresta.

Outro ponto turístico é a Gruta de Arajara, uma gruta de formação arenítica, navegável em pequenos e leves botes de borracha. Localizada no distrito de Arajara, antigamente a gruta era aberta ao público – e hoje é propriedade particular de um complexo turístico Arajara Park. O projeto inclui aquapark e hotéis dentro de um parque ecológico. Antes de se chamar Arajara, o distrito se chamava Ubajara. Foi lá que Luiz Gonzaga, quando menino, aprendeu a tocar sanfona.

Festa de Santo Antonio

Também conhecida como Festa do Pau da Bandeira, a manifestação popular é a maior atração turística da cidade. Começa no último domingo antes do dia 4 de junho e vai até o dia 13 de junho, dia do santo padroeiro da cidade.

A festa, que existe já a cerca de 200 anos, reúne o que há de melhor do folclore da cidade – como os grupos de Reisado, Penitentes e Zabumbas – e barracas com comidas típicas, bares, muita arte e shows que atraem cerca de 50 mil pessoas todas as noites (mais do que a população da cidade). Os Penitentes são um grupo de pessoas que praticam a tradição medieval de autoflagelamento. Eles fazem isso de verdade, em locais secretos. No desfile da festa, eles aparecem com suas vestimentas típicas: roupões pretos até os pés com enormes cruzes brancas pintadas e estão todos com capuzes pretos com cruzes brancas. Vestem ainda por cima crucifixos e levam cruzes grandes nas mãos. Não levam os chicotes com que se açoitam e entoam músicas tristes.

A maior atração da festa acontece no primeiro dia: o hasteamento do pau da bandeira. Trata-se de um enorme tronco, que pesa em torno de 3 toneladas, e que é retirado todos os anos de um sítio da região. O tronco é carregado no ombro dos homens da cidade por todo o percurso até a rua da Matriz, em frente a igreja, onde se coloca uma bandeira na ponta do tronco que, por sua vez, é erguido.

O único apoio para todo o percurso é uma carroça com a ‘Cachaça do Padre’, que vai na frente dos homens carregando o pau da bandeira. Na hora do hasteamento, o tronco fica preso a um cabo de aço. Reza a lenda que quem pegar no pau da bandeira ou tomar um chá feito da casca deste tronco arranja um casamento. Durante o trajeto, enquanto os homens carregam o pau, as mulheres tentam a todo custo tocar no tronco e arrancar lascas para fazer o famoso chá, fato que dá uma característica profana à festa religiosa.

Ainda no primeiro dia de festa, acontece um desfile com todos os grupos folclóricos. É no parque da festa, onde são montadas as barraquinhas com comidas e bebidas e onde são realizados os shows de grande porte, que acontece a maior concentração de gente.

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Saiba Mais

dicas bacanas

» Conheça a Estância Hidromineral do Caldas. Localizada a 20 km do distrito de Caldas, o local possui uma área de 4,5 mil hectares e atrativos como pequenos olhos d’água, 5 fontes naturais, piscinas naturais com temperatura de 26ºC, águas minerais e hipotermais. Evite conhecer o local aos domingos, dia em que a visitação é muito intensa.

» Conheça a Igreja do Rosário, construída pelos escravos em 1870. Somente em 1920 o acabamento da fachada foi concluído.

» Subindo a serra, vale a pena dar uma parada na estrada para ver o sol se por sobre todo o Vale do Cariri, passear pelas minúsculas estradas de terra que cortam a Floresta Nacional do Araripe, respirar ar puro e ouvir uma infinidade de tipos de cantos de pássaros e pedir ao guarda florestal para subir na torre de observação. De lá, por cima de todas as enormes árvores, se vê a floresta sem fim e densa até depois do horizonte. Para quem ainda não conhece a região, a dica é fazer esse passeio com um guia.

» Conheça o bar Pendência ou Baixa do Maracujá, na floresta. O passeio tem que ser feito com um guia. Lá o visitante encontra bica com água mineral e de tardezinha é possível apreciar duelos de cantadores da região. A cerveja não é gelada, apenas fria, porque a geladeira é a gás. Se tiver oportunidade, não deixe de ver a extinta e famosa Cachaça Xanduzinha, que a proprietária não vende de jeito nenhum. Xanduzinha foi cantada por Luiz Gonzaga nos versos ‘ai Xanduzinha, Xanduzinha meu xodó’.

» Antes de sair de Barbalha, não deixe de provar o delicioso doce de buriti, feito por moradoras da cidade. Lembre-se: é necessário encomendar o doce.

» Compre a cachaça Kariri com K, que vem com cajú dentro. Esse processo é feito da seguinte maneira: pega-se uma garrafa vazia e coloca-se amarrada em um cajueiro, com um cajuzinho em crescimento por dentro da garrafa (antes, se tira a castanha). Depois que o cajú cresce, é só tirar a garrafa com cajú e tudo, e levá-la para a fabrica de Kariri com K. Lá eles lavam tudo, engarrafam a cachaça e põem o rótulo. Depois de alguns anos, a cachaça fica super saborosa e suave. O difícil é encontrar garrafas à venda, mas não custa tentar.

» Conheça a feira da cidade, que acontece aos sábados na rua Princesa Isabel. O evento reúne moradores da serra, de fazendas e sítios vizinhos, que descem à cidade para comprar mantimentos. Além de ser interessante de se ver, tem roupas, animais, objetos e utensílios domésticos, oferece uma enorme variedade de especiarias que vale a pena ser vista (e comprada), especialmente pelos gourmets.

» Peça alguém para fotografar você com o canavial ao fundo.

* informações sujeitas a alterações

Onde ficar

Hotéis e Pousadas

Hotel das Fontes

(88) 3573.1066 / 3573.1105
A maior vantagem é que fica dentro do Balneário do Caldas, onde dá pra respirar o ar puro da floresta e ver muito verde pelas janelas.

www.hoteldasfontescaldas.com.br

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